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Este Blog retrata a difícil convivência com alguém que optou pelo caminho errado em busca do prazer da droga. Sofri sentindo os efeitos de uma doença tão perigosa quanto à dependência química: a Co-Dependência. Passei por muitos sofrimentos e vitórias. Por experiência própria vivida, sei exatamente quais os traços de comportamento, sinais da abstinência, como identificar um adicto por ter convivido tão de perto com este problema . Espero com isso poder levar ajuda a muita gente, transmitindo mais e mais informações sobre este assunto que em minha opinião é tão pouco divulgado.

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"Saiba reconhecer alguns sinais do uso de drogas" - Rádio Estadão AM1290 - com Fabíola Pece

sexta-feira

O CRESCIMENTO DE NARCÓTICOS ANÔNIMOS



O controle policial das drogas é espalhafatoso, porém chega às raias do patético. Não chega a atingir 1% das drogas comercializadas e consumidas no País.
Broncas, sermões, cortes de mesadas e conselhos não resultam também em nada.
Frente a essa realidade só restava aos toxicômanos fazer o que os alcoólatras fizeram: darem-se as mãos, multiplicarem grupos de auxílio mútuo. Acontece o rápido crescimento dos Narcóticos Anônimos.
Atualmente os grupos de Alcoólicos Anônimos estão repletos de alcoólatras que consomem drogas, e os grupos de Narcóticos Anônimos repletos de toxicômanos que não controlam também o álcool.
Essas “dependências cruzadas” ensinaram muitas coisas. A primeira delas foi verificar que as compulsões não são compartimentos estanques, costumam se comunicar. Quem possui uma, corre o risco das demais.
Além disso. Mesmo quando uma pessoa não possui mais de uma compulsão, as substâncias que excitam as outras podem excitá-la. Por exemplo, um cocainômano que bebe moderadamente. Quer parar com a cocaína, mas não com o álcool. Aí, consegue não cheirar pó. Porém, toma uma cervejinha. Seu estado de carência de cocaína se excita. Ele vai para outra cervejinha e mais outra. No fim da noite está no pileque e... louco atrás de pó. Se não for nessa noite será na próxima. A cervejinha para ele não despertou alcoolismo, mas ressuscitou a fissura cocaínica. O equivalente ocorrerá com um alcoólatra que tenha parado com o álcool e tenta substituí-la pela cocaína. Se escapar da cocaína, recairá no álcool.
Em função desses fatos foi-se construindo o conceito de dependência química. De acordo com esse conceito o álcool não deve ser considerado uma coisa e as drogas outra. Muita gente por pensar assim já sofreu várias recaídas. O álcool também deve ser considerado uma droga. Toda substância que afete o cérebro ou a mente deve ser considerada como droga.
A idéia de dependente químico vai substituindo assim a idéia de alcoólatra e toxicômano, por incluir a ambos. E, só se consegue manter adormecida uma compulsão, se todas as substâncias que afetem a mente forem evitadas. Não basta “evitar o primeiro gole” ou “evitar a primeira dose”. Há que se evitar ambos.
Os Narcóticos Anônimos diferem muito pouco dos Alcoólicos Anônimos. Principalmente com esse surto crescente de “dependências cruzadas” que, ao que tudo indica, veio para ficar.
Os métodos e princípios de funcionamento são rigorosamente idênticos. Sua única diferença consiste em ter por objeto as drogadicções e não o alcoolismo. Ou seja, um cocainômano que não seja alcoólatra deve procurar os Narcóticos
Anônimos, mesmo que faça uso do álcool. Tal como um alcoólatra que não seja cocainômano deve procurar os Alcoólicos Anônimos, mesmo que eventualmente use cocaína.
Contudo – repetimos – tanto Narcóticos Anônimos quanto os Alcoólicos Anônimos, hoje em dia, recomendam abstinência de todas as drogas, incluindo entre elas o álcool.
Os fatos revelam que prisão, psiquiatria e religião pouco adiantaram para os dependentes químicos. E os Narcóticos Anônimos estão certos de que o valor terapêutico de um adicto ajudando outro é sem paralelo.
Se o anonimato é fundamental para os Alcoólicos Anônimos, será ainda mais fundamental para os Narcóticos Anônimos, por haver frequente conexão entre droga e transgressão de leis. Assim, os Narcóticos Anônimos não querem saber a vida regressa, nem atual de ninguém. Não querem saber o quanto de droga se usava, o modo que era conseguido, os comportamentos que ela despertava. Para se ser aceito como membro dos Narcóticos Anônimos, basta uma coisa: querer parar de consumir drogas. Nada além disso.

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