POR QUE O PORTAL ??

Este Blog retrata a difícil convivência com alguém que optou pelo caminho errado em busca do prazer da droga. Sofri sentindo os efeitos de uma doença tão perigosa quanto à dependência química: a Co-Dependência. Passei por muitos sofrimentos e vitórias. Por experiência própria vivida, sei exatamente quais os traços de comportamento, sinais da abstinência, como identificar um adicto por ter convivido tão de perto com este problema . Espero com isso poder levar ajuda a muita gente, transmitindo mais e mais informações sobre este assunto que em minha opinião é tão pouco divulgado.

NOVIDADE:


No menu acima acesse : "PROFISSIONAIS EM DEP. QUÍMICA" e tenha acesso a várias especialidades com todos seus contatos

"Saiba reconhecer alguns sinais do uso de drogas" - Rádio Estadão AM1290 - com Fabíola Pece

Co-Dependência




O que é um co-dependente?

É a pessoa que  desenvolve relações baseadas em problemas. O foco está sempre no outro e o vínculo não é o amor ou a amizade, mas a doença, o poder, o controle. No fundo o co-dependente acredita que pode mudar o outro. Seus relacionamentos são criados para transformar os outros.  

A definição científica de co-dependência é: 

NECESSIDADE IMPERIOSA EM CONTROLAR EM CONTROLAR COISAS,PESSOAS,CIRCUNSTÂNCIAS/COMPORTAMENTOS NA EXPECTATIVA DE CONTROLAR SUAS PRÓPRIAS EMOÇÕES.

O co-dependente vem de uma família com estrutura disfuncional, anormal. A síndrome da co-dependência fica mais visível quando o vício surge. Síndrome é um conjunto de sintomas, como por exemplo: baixa auto-estima; a dificuldade de colocação de limites; dificuldades em reconhecer e assumir a própria realidade; dificuldades de tomar conta de suas necessidades adultas; dificuldade de expressar suas emoções de forma moderada. O co-dependente é a pessoa que deixa o comportamento de outra pessoa controlar o seu próprio e que fica obcecada em controlar o comportamento da outra pessoa. Tudo começa com o fato de nos encontrarmos ligados (por amor, obrigação ou dever) a alguém muito complicado, doente física ou emocionalmente, que por conta desta doença se auto-destrói ou desiste de viver e precisa, aparentemente, de nosso apoio e cuidado constante.

A outra pessoa pode ser uma criança que nasceu com defeito físico, um adulto deprimido, uma esposa ou amante anoréxica, um irmão que não se saiu bem na vida, uma irmã que sempre se mete em encrencas e parece frágil para resolvê-las, um pai alcoólatra ou outro dependente de qualquer outra droga. Enfim, o importante não é quem esta outra pessoa é, ou qual a doença ela tem. O núcleo da questão está em nós mesmos, na forma como deixamos que ela afete nosso comportamento e nas formas como tentamos influir no comportamento dela ou “ajudá-la”.

Estamos falando de uma reação à autodestruição do outro que acaba nos destruindo. Tornamo-nos vítimas da doença alheia e, quanto mais nos esforçamos para fazer esta pessoa abandonar o vício ou mudar de postura diante da vida, menos ela melhora e mais arrasados ficamos.

Parece que nossa vida gira em torno dela, não mais agimos por vontade própria mas sim reagimos à forma como o doente está; se está bem ficamos bem, fazemos planos, temos esperança; na hora em que ele(a) volta a beber ou deprimir, suspendamos o cinema, os projetos, nos sentimos uma porcaria.

Alguns cientistas consideram este comportamento de ajuda crônica ao outro, em si mesmo, uma doença emocional, grave e progressiva. Dizem até que o co-dependente quer e procura pessoas complicadas para se ligar, só podendo ser feliz desta forma. É o círculo vicioso do sofrimento.

O co-dependente desenvolve a fantasia de que é ele que tem que suprir a necessidade do outro, esquecendo-se totalmente de si.

A carreira profissional do co-dependente pode ser utilizada para que se proteja dos sentimentos doloridos (reuniões no escritório, congressos, jantares, prática de esportes, festas, encontros sociais, estudos). Tudo isto procurando o conforto do distanciamento dos conflitos interiores.

A co-dependência é um processo que envolve a pessoa em amarras emocionais tirânicas, que provocam muito sofrimento. Quando acontece algo doloroso, e o co-dependente diz a si mesmo que falhou, está na verdade dizendo que tem controle sobre aquele acontecimento. Culpando-se, ele se prende à esperança de que será capaz de descobrir onde está o erro e corrigi-lo, controlando dessa forma a situação e fazendo o sofrimento cessar.


As perguntas abaixo servem para identificar possíveis padrões de co-dependência. Somos conscientes que o auto-diagnóstico é um assunto muito sério e por sua vez pessoal. Esperamos que sejam-lhe úteis. São elas:

  1.     Você se sente responsável por outra pessoa? Seus sentimentos, pensamentos, necessidades, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino?
  2.     Você sente ansiedade, pena e culpa quando outras pessoas têm problemas?
  3.     Voc6e se flagra constantemente dizendo sim quando quer dizer não?
  4.     Você vive tentando agradar aos outros ao invés de agradar a si mesmo?
  5.     Você vive tentando provar aos outros que é bom o suficiente? Você tem medo de errar?
  6.     Você vive buscando desesperadamente amor e aprovação?        Você sente-se inadequado?
  7.     Você tolera abusos para não perder o amor de outras pessoas?
  8.     Você sente vergonha da sua própria vida?
  9.     Você tem tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
  10.     Você se sente aprisionado em um relacionamento? Você tem medo de ficar só?
  11.     Você tem medo de expressar suas emoções de maneira aberta, honesta e apropriada?
  12.     Você acredita que se assim o fizer ninguém vai amá-lo?
  13.     O que você sente sobre mudar o seu comportamento? O que impede-lhe de mudar?
  14.     Você ignora os seus problemas ou finge que as circunstâncias não são tão ruins?
  15.     Você vive ajudando as pessoas a viverem? Acredita que elas não sabem viver sem você?
  16.     Tenta controlar eventos, situações e pessoas através da culpa, coação, ameaça, manipulação e conselhos assegurando assim que as coisas aconteçam da maneira que você acha correta?
  17.     Você procura manter-se ocupado para não entrar em contato com a sua realidade?
  18.     Você sente que precisa fazer alguma coisa para sentir-se aceito e amado pelos outros?
  19.     Você tem dificuldade de identificar o que sente?
  20.     Você tem medo de entrar em contato com seus sentimentos como raiva, solidão e vergonha?

5 comentários:

Rita Sousa disse...

Quase todas as perguntas minha resposta é sim. O que posso fazer para melhorar?

fabiola pece disse...

É DIFÍCIL, ATÉ HOJE AINDA NÃO CONSEGUI ME LIBERTAR.

Anônimo disse...

eu sei q sou uma co-dependente .eu preciso de ajuda

Letícia Menescal disse...

É realmente difícil mas não impossível.
Existem diversos grupos de ajuda ( coda, amor exigente, Naranon...)

Ajuda terapêutica também é muito válida.
www.construindoumanovahistoria.com.br

fabiola pece disse...

Obrigada Leticia pelo seu comentário

POSTS MAIS ANTIGOS

CADASTRE SEU E-MAIL