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Este Blog retrata a difícil convivência com alguém que optou pelo caminho errado em busca do prazer da droga. Sofri sentindo os efeitos de uma doença tão perigosa quanto à dependência química: a Co-Dependência. Passei por muitos sofrimentos e vitórias. Por experiência própria vivida, sei exatamente quais os traços de comportamento, sinais da abstinência, como identificar um adicto por ter convivido tão de perto com este problema . Espero com isso poder levar ajuda a muita gente, transmitindo mais e mais informações sobre este assunto que em minha opinião é tão pouco divulgado.

NOVIDADE: DEPOIMENTO

O PORTAL ESTÁ COM UM NOVO COLUNISTA COLABORADOR- "UM ADICTO EM RECUPERAÇÃO" RELATANDO SEU SOFRIMENTO EM NÃO ACEITAR A SUA ADICÇÃO E A RECUPERAÇÃO QUE VIVE HOJE .(postagens com fundo azul escuro)

"Saiba reconhecer alguns sinais do uso de drogas" - Rádio Estadão AM1290 - com Fabíola Pece

terça-feira

DEPRESSÃO


 Assim como a ansiedade, a depressão pode ser uma defesa contra certas situações de stress. Mas, ao contrário da ansiedade, a depressão é experimentada como uma diminuição ou enfraquecimento do tônus vital, acompanhada de desconforto emocional.
Em um período ou outro da vida, não há quem não tenha sentido sintomas de depressão. Em geral ela surge em consequência de alguma situação de stress: fracasso na tentativa de atingir uma meta importante, rejeição por parte de um amigo, ruptura de uma relação amorosa etc. As características mais comuns da depressão são a tristeza e a apatia, que criam um quadro de disforia.
O conceito de perda é essencial para o entendimento da depressão. A perda de uma pessoa querida acontece em consequência de um rompimento, de rejeição ou de morte. Já a perda da auto-estima decorre da inabilidade em alcançar metas importantes ou em viver de acordo com os padrões que o próprio indivíduo estabeleceu para si. Também a doença ou a incapacitação temporária ou permanente provocam a sensação de perda.
Algumas horas ou dias de prostração sucedem a essas perdas. Amigos ou parentes podem ser capazes de elevar o moral do indivíduo sofredor, pelo menos por algum tempo. Mas a depressão normalmente reaparece. A pessoa perde o apetite e sente dificuldade em concentrar o raciocínio. Depois de lutar com o problema durante vários dias e talvez pedir auxílio a parentes e amigos, o indivíduo pode conformar-se com a perda ou encará-la sob nova perspectiva. A esperança então ressurge, e a pessoa ganha energia para continuar vivendo. Mas, se a perda foi muito séria (como a morte do marido, da esposa, da mãe, do pai, do filho ou da filha), o processo de recuperação às vezes leva semanas, meses ou até anos.
Há casos de depressão provocada por fatores físicos, como mudanças bioquímicas no cérebro, ou psicológicos, como os conflitos em relação à sexualidade e outros. Às vezes um indivíduo entra em processo de profunda depressão sem nenhuma razão aparente. Os especialistas conseguiram identificar alguns fatores associados a essas depressões misteriosas, como casos de depressão em pessoas da mesma família ou a perda de um dos pais na infância ou na adolescência.
Apesar da gravidade que representa a depressão, ela tende a desaparecer sozinha. O estado depressivo em geral costuma durar poucos dias: “o tempo apaga todas as mágoas”, como reconhece a sabedoria popular. Mas o sentimento de depressão não é útil para ninguém, mesmo quando dura pouco tempo. Por isso convém saber quais as providências que podem ser adotadas para enfrentar e superar esses períodos.
A maneira mais fácil de suportar a depressão é estar com amigos, parentes ou outras pessoas. Embora frequentemente as pessoas deprimidas prefiram ficar sós e a solidão possa parecer uma saída natural, essa atitude é a menos eficaz no combate à depressão.
O contato com pessoas amigas é útil por várias razões. Passando algum tempo com outras pessoas, o indivíduo toma consciência de que elas se importam com ele e podem até ter passado pelas mesmas dificuldades e ajudá-lo a ver as coisas sob uma luz mais positiva. A simples companhia de outras pessoas já é um fator de grande valia. Pode-se ir ao cinema, dar um passeio a pé – e isso irá, na maior parte das vezes, distrair o indivíduo deprimido e fazê-lo esquecer a depressão.
A depressão, no entanto, é algumas vezes mais do que um fenômeno passageiro, como acontece com a ansiedade. Quando o estado depressivo persiste por semanas ou meses, em vez de durar apenas horas ou dias, trata-se de um caso mais grave de depressão, que geralmente vem acompanhado de diversos sintomas típicos:
·        insônia ou sono exagerado;
·        falta de energia, sensação permanente de cansaço;
·        falta de apetite e perda de peso; ou o contrário, aumento de apetite e de peso;
·        sentimentos de culpa e de autodepreciação;
·        perda de interesse pela vida;
·        dificuldade de concentrar o raciocínio;
·        agitação física e irritabilidade;
·        pensamentos mórbidos, como a idéia de suicídio.
Naturalmente todos nós uma vez ou outra já nos sentimos arrasados. Algumas pessoas chegam mesmo a ter crises depressivas periódicas, sem que isso signifique que estejam sofrendo de grave e profunda depressão. Se, no entanto, os sintomas depressivos se prolongarem por muito tempo, convém procurar auxílio profissional de um médico, pois pode ser perigoso se deixar dominar a esse ponto por sentimentos depressivos.

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