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Este Blog retrata a difícil convivência com alguém que optou pelo caminho errado em busca do prazer da droga. Sofri sentindo os efeitos de uma doença tão perigosa quanto à dependência química: a Co-Dependência. Passei por muitos sofrimentos e vitórias. Por experiência própria vivida, sei exatamente quais os traços de comportamento, sinais da abstinência, como identificar um adicto por ter convivido tão de perto com este problema . Espero com isso poder levar ajuda a muita gente, transmitindo mais e mais informações sobre este assunto que em minha opinião é tão pouco divulgado.

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"Saiba reconhecer alguns sinais do uso de drogas" - Rádio Estadão AM1290 - com Fabíola Pece

quarta-feira

Hipertensão causada por uso de drogas

 
São várias as causas da hipertensão arterial secundária (5% da população hipertensa).  Entre essas causas, é importante ressaltar a atuação das drogas, que podem levar a elevações pressóricas e são capazes também de reduzirem a eficácia das drogas anti-hipertensivas. Além disso, o quadro hipertensivo preexistente pode, muitas vezes, ser agravado com a administração destas de maneira indevida.
     Em se tratando de drogas, estou levando em consideração tanto as ilícitas como também drogas simpatomiméticas (que não requerem prescrição médica), os antiinflamatórios não-hormonais, os esteróides sexuais (contidos nos contraceptivos), as terapias imunossupressoras, os agentes anestésicos, antidepressivos, entre outras. Neste caso, a hipertensão induzida por drogas deve receber atenção especial, pois a população está envelhecendo, e isso significa que mais medicamentos estão sendo utilizados para o tratamento de diversas doenças adquiridas com a idade . 

·                     Cocaína: seu uso não é uma causa comum de hipertensão crônica. A maior parte dos usuários permanecem normotensos, mas a administração crônica desta droga pode levar normotensos a um quadro de hipertensão aguda além de poder agravar quadros de hipertensão arterial previamente diagnosticados. A cocaína pode associar-se à hipertensão persistente relacionada à insuficiência renal e rápida progressão para doença renal terminal. Crises adrenégicas podem levar a um quadro de hipertensão, taquicardia, hipertemia, etc. É importante ressaltar que a droga, por apresenta-se como um poderoso vasoconstritor, pode levar um estreitamento das artérias intra-renais (justificando as crises renais) e é por esta razão que a droga pode também ocasionar arritmias, mortes súbitas, acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio.
Agudamente a cocaína aumenta a liberação e diminui a captação neuronal da norepinefrina provocando desta forma o aumento na freqüência cardíaca e na pressão arterial. Esta estimulação simpática aguda ocorre em até 120 minutos após o uso. Este quadro é acompanhado por dor precordial do tipo isquêmico, infarto do miocárdio e morte súbita decorrente da vasoconstrição coronariana.
·                     Maconha (Cannabis sativa): 
O efeito da maconha sobre a pressão arterial se reflete por um aumento da pressão arterial sitólica e da frequência cardíaca. Além disso, o uso da maconha pode também aumentar, assim como no estresse, a demando por oxigênio, podendo complicar assim casos preexistentes de hipertensão, doenças cerebrovascular e aterosclerose coronariana
·                     Anfetaminas e derivados (MDMA):  Seu uso por via oral mimetiza as ações da cocaína. O aumento súbito da pressão arterial é ocasionado pela estimulação simpática e a crise hipertensiva pode se associar a acidente vascular cerebral, vasculite cerebral e aneurisma dissecante da aorta. A administração de MDMA pode provocar elevações pressóricas tão alarmantes que existem relatos de mortes na faixa de 40%, mesmo com os tratamentos em unidade de terapia intensiva. Em relação ao tratamento farmacológico da hipertensão causada pelo uso de anfetaminas é o mesmo que para a cocaína, incluindo o uso de nitroglicerina, fentolamina, verapamil, nitroprussiato, clonidina e labetalol.

·                     Álcool: Seus efeitos cardiovasculares dependem do duração e da quantidade de álcool consumida além do tempo desde a última dose e fatores étnicos. Baixas concentrações de etanol já causam aumento do fluxo sanguíneo coronariano, volume sistólico em condições anormais e débito cardíaco. A justificativa para os efeitos da ingestão de ácool nos níveis de pressão arterial ainda não são totalmente conhecidos, contudo, podemos citar a estimulação do sistema nervoso simpático, o aumento da secreção de glicocorticóides, aumento na captação celular dos íons de cálcio livres o que leva ao aumento da resistência periférica.

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